Educação

Thomas Robert Malthus (1766-1834) – Economia: Resumo, Biografia, Teorias, Obras

Thomas Robert Malthus foi um economista, filósofo e professor de Cambridge nascido em 1766 em Surrey, Inglaterra. Seu pai, Daniel Malthus, era fidalgo e educou seu filho dentro de casa. 

Malthus é conhecido pelas suas teorias sobre o crescimento populacional, que diz respeito à falta de capacidade produtiva de alimentos para a população em crescimento constante. Esse pensamento é conhecido como Teoria Neomalthusiana. A fim de combater essa escassez de recursos devido ao aumento populacional, Malthus propôs algumas políticas de controle de natalidade. As sugestões de medidas para controlar o número populacional era diminuir a taxa de natalidade (controle preventivo) e aumentar o número de mortalidade (controle positivo) através da miséria.

Sua obra principal é  o "Ensaio sobre o Princípio da População" que foi publicado em 1798. Neste ensaio, Malthus escreveu que a desigualdade de classes era algo natural, ou seja, quem nasceu pobre permaneceria pobre de acordo com a lei natural.  Com esses argumentos Thomas  combatia as ideias propostas por Godwin e Comdorcet já que ambos acreditavam que o governo e capitalistas eram o motivo do empobrecimento da massa populacional e colocavam propostas em prol da classe baixa. 

Na obra "Princípios da Economia Política" (1820), Malthus apresenta a Teoria da Superprodução ou das Depressões Econômicas, que era oposta aos pensamentos de Adam Smith e David Ricardo, sua ideia era que nem todos gastariam toda sua renda comprando mercadorias, muitos poupariam uma parte de seu dinheiro para acumular riquezas. Para Thomas Malthus, o capitalismo é uma troca monetária que visa beneficiar os dois lados, cada parte tem um tipo de bem a ser trocado por outro, e o valor da mercadoria como também seu excedente é definido pelo mercado através da oferta e demanda, argumento contrário ao de Marx e David Ricardo que também analisam a produção.   

Segundo Malthus, para obter o valor da mercadoria era necessário somar as rendas das três classes: a dos trabalhadores (que gastam todo o salário para se sustentar), a dos que possuem terras (gastam para obter mais conforto e regalias) e os capitalistas (não gastam toda sua renda para acumular dinheiro e assim obter lucro).

Malthus defendia a Lei dos Cereais com o argumento de que a renda acumulada e distribuída pelos capitalistas aos proprietários de terra, elevaria a oferta sem aumentar a população. Esse pensamento causava conflito pois quem obteria vantagens seriam apenas os proprietários de terra enquanto que os capitalistas deveriam aumentar o salário dos trabalhadores para a subsistência, até porque o Estado seria influenciado pela nobreza para aumentar os tributos de importação dos cereais e produtos do setor agrícola. 

Seus argumentos ganharam vida no século XX com a teoria Keynesiana.

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